Ai ai…

Me pediram para escrever mais sobre arte. Porque é mais sofisticado, por dá impressão de ser algo mais intelectualizado, com substância, descolado, cult. Não essas coisinhas pop frívolas do meio da moda. Aliás, foi aí que descobri porque tenho tanta preguiça de falar, ler, freqüentar o meio das artes. Nada contra a arte em si, mas essa postura que as pessoas tem em relação a ela que eu não suporto. Como se fosse um coisa intocada, algo tão elitistas que nem mesmo aqueles mais abonados (digo intelectualmente) poderiam alcançar.

Enfim, também me pedem para escrever com uma linguagem mais “coloquial”. É, veja bem. Porque estavam achando meus textos com muitas gírias, de um jeito muito casual, de um jeito muito descontraído. Será que essa pessoa sabe o que significa a palavra “coloquial”? Será que ela não queria dizer “formal”? Fiquei com preguiça de explicar…. Não, na verdade não fiquei com preguiça de explicar. Achei que não valeria a pena. Talvez por maldade mesmo. Achei melhor deixar essa pessoa acreditando na “riqueza intelectual”, achando que sabe falar com palavras mais complexas, porque assim ele supostamente fica acima das pessoas. Como se polidez e sofisticação fossem algo que viesse natural para ele (quando nem fazendo muita força isso acontece).

Enfim, desabafei. Ando meio bem intolerante ultimamente. Ainda mais com a prepotência de gente limitada!

Nudez #1

Ando meio obcecado por nudez… E acho que só me dei conta disso ontem quando estava vendo um monte de grupos no flickr com fotos de corpos nus. O assunto anda muito na minha cabeça e depois de uma conversa com um amigo meu meio acabei decidindo o tema do meu TCC na faculdade, justamente em torno do assunto.

Ele trabalha no bar da sauna 269, então corpo nus para ele não é nenhum novidade. Estávamos conversando sobre como sem roupa, ou apenas com uma toalha amarrada na cintura todo mundo acaba ficando “igual”. O assunto logo me despertou interesse. Trabalhando com moda quase 100% do tempo, sempre escuto e até mesmo acredito que as roupas, muito mais do que sua função óbvia de cobrir o corpo, serve como meio de comunicação ou de expressão pessoal. Por mais inconsciente e involuntário que seja, quando acordamos de manhã e pegamos uma roupa no armário estamos vestindo códigos e signos que num conjunto geral, acabam por falar muito sobre a gente. Sobre o que a gente é, sobre o que a gente sente e até mesmo sobre o que a gente quer ser ou sentir.

Até aí nada de novo, mas ali no meio de tantos corpo aparentemente iguais, sem nenhuma distinção aparente – tirando a forma física de cada um – fica claro a prova de que moda é sim uma forma de expressar ou projetar uma personalidade.

Mas o mais curioso não é isso. Esse mesmo amigo me contou que conheceu um cara super interessante ali na sauna. Corpo em forma, um gueixa imensa tatuada nas costas, cabelo castanhos bem curto, rosto com traços definidos ao mesmo tempo que delicados e olhos que de tão verde davam uma certa agressividade natural ao olhar.

Enfim, eles ficaram, sexo incrível, satisfação multa, “beijo me liga”. Acontece que alguns dias depois ambos se encontraram na rua e a imagem/mensagem que o cara da gueixa passou foi uma completamente diferente – ou seria oposta? – àquela da sauna. Uma aparência meio depressiva, trash, estilo acabado… Só que no fundo era a mesma pessoa. Meu amigo chegou até a perguntar se estava tudo bem e de fato estava. O que mudou mesmo foi que agora ele estava vestido, e junto com seu jeans escuro e seco, e camiseta detonada, vinham uma série de códigos e signos que pareceram não atraentes.

É até um pouco difícil de imaginar como uma pessoa interessantes sem roupas pode ficar tão desinteressante quando vestido. Geralmente é o contrário, não?

Enfim, isso dá pano para muita manga. Mas muita mesmo. De como, apesar de ser uma forma de expressão, as roupas e seus códigos podem ter seu lado negativo. Tanto por servirem uma série de tabus sociais em relação ao corpo e sexualidade, como por esconder características essenciais do ser humano, além de colocar uma série de rótulos e barreiras para todo tipo de relação.

Depois disso tudo fiquei pensando nas várias relações que a moda mantém com essa questão corporal e sexual. De esconder ou ressaltar e como isso vem sendo interpretado e utilizado pela sociedade ao longo do tempo. Enfim, esse é só um post de introdução para uma série de outros que estão por vir…

sex cloud

silêncio, drogas, sexo, beijos, ereção, mãos, cueca, saliva, língua, pescoço, arrepio, cócegas, resistência, risos, gemidos, respiração, mamilos, dentes, dor, torções, fotos, pressão, pêlos, barbas, lábios, unhas, costas, braços, tensão, olhar, sussurro, contração, pulso, gozo, barriga, peito, lóbulo, mais suspiros, gozo, foto, sorriso, abraço, contato, intimidade, você, eu, nós

Coisas que aprendi no fim de semana

1) Sexo e maconha é uma combinação um tanto quanto deliciosa curiosa… É sexo fofo, gostosinho, amorzinho… Enfim, é muito bom.

2) Quando o sexo acaba e não rola penetração acho que tenho algum problema (não sou interessante-bonito o suficiente para penetração?)

3) E logo depois de pensar que eu tenho algum problema quando o sexo acabe sem alguém fodido (literalmente), me vem aquela sensação de que o sexo não foi completo.

4) Mas foi incrível

5) …

Em quanto tempo você tá pronto de novo?

Por que?

Por que quando eu falo que namoro há um 1 ano e meio para todo gay, me perguntam se tenho um relacionamento aberto? E por que quando é uma menina ela me dá parabéns? Será que existe mesmo um conceito heterosexual de relacionamento e um homossexual? Qual dos dois eu estou vivendo?

Sério todo casal de bichas que eu conheço chega num certo período que decidem abrir o relacionamento porque não conseguem líder com a urgência de liberdade sexual que surge no meio do caminho. E daí quando eu falo que estou há 1 ano e meio com a mesma pessoa, me olham como espanto, como se eu fosse alguma aberração por estar todo esse tempo transando com o mesmo ser humano. Ou então, vem com aquele olhar do tipo “ahn, sei”, insinuando que um dos dois deve dar suas puladas de cerca.

Que saco! Não sei se é implicância minha com os relacionamentos abertos, mas essas formas de relação são mesmo o futuro de toda relação gay?

Seu conceito libertário é bem interessante e super honesto – o que acho ótimo. Talvez uma das mais puras e simples provas de amor. Mas acho que não é para mim não… Pelo menos não agora.

carnaval

sábado: tédio
domingo: preguiça
segunda: silêncio
terça: silêncio

Será que sou chato, desinteressante e sem assunto?

Muita modernidade para minha cabeça…

Será que eu sou muito retrograda, ou conservador, cabeça fechada ou apena tenho uma visão muito romântica e talvez antiga de relacionamentos? É que estava aqui lendo uma entrevista com o escritor Edmund White e fiquei meio chocado quando ele disse ter um relacionamento aberto e que o “amante” do namorado/parceiro dele as vezes viaja junto com eles, ou então é seu próprio “amante” que viaja muito com o casal.

Sei lá, não foi o fato do relacionamento ser aberto que me chocou. Acho que foi a total liberdade que ambas as partes tem nessa história. Achei um tanto quanto moderno de mais para minha cabeça essa história de um casal viajar junto com seus fuckbuddies, sabe?

Na verdade nunca acreditei muito em relacionamentos abertos. Podem me chamar de tradicional demais, retrograda o que for… Acho que posso ser, mas nunca consegui entender direito essa liberdade que as pessoas se dão mutuamente numa relação aberta. Talvez não seja para mim, ou talvez eu seja muito ciumento ou possessivo para conseguir tamanho desprendimento – ou seria então uma noção um pouco diferente de amor ou relacionamento?

Tá, eu sei que existe aquela coisa do sexo pelo sexo. Necessidade física, desejo carnal e nada mais. No feelings attachted. Aliás, sempre fui bem partidário do sexo casual e mais ainda do que muitos chamam de fast-foda – apesar de eu não gostar muito do adjetivo “fast” ai no meio. Prefiro algo meio fuck’n’leave. Mas voltando, sei da diferença entre essa necessidade de sexo e de um relacionamento. Sei também que é impossível contar esses impulsos sexuais, essa vontade de trepar, mesmo dentro de um relacionamento. É normal, é uma necessidade física.

Mas é que além de todos aqueles fatores que podem ser considerados como princípios básicos de um relacionamento, acredito que esses se constituem em grande parte por uma boa dose de sacrifício. Sacrifício no sentido de que se eu gosto mesmo daquela pessoa com quem estou num relacionamento, supero fácil qualquer impulso físico por sair por ai trepando com a primeira pessoa que aparece e me de tesão. Estou maluco?

Mas ai vem alguém e me pergunta: Mas por que então, se você sabe que sexo é só sexo e apenas uma necessidade física, você se privaria disso só porque está numa relação?

Ou então, vem aquela história de que com o tempo, o sexo num relacionamento longo começa a ficar meio sem sal. Não é que o outro deixou de ser interessante ou acabou o tesão, é que simplesmente virou rotina. Aquela paixão toda, aquele fogo de começo de namoro acaba evoluindo para outro sentimento, talvez um amor mais maduro. E então, para que ambos não fiquem só cumprindo rotina, ou para evitar um possível tédio entre ambas as partes, não seria melhor abrir o relacionamento? Até mesmo para que ambos possam se dar mais valor?

Sei lá, é tudo muito confuso. Talvez eu seja mesmo bem ultrapassado, conservador e tradicional. Acho que sigo não acreditando nesse tipo de relacionamento, pelo menos não para mim. É que simplesmente não vejo sentido em ter alguém com quem você divide toda uma vida, alguém que dá sentido a ela, alguém para quem você volta para casa do dia e também sempre acorda ao lado, e ainda assim ter escapes externos – ainda que consentidos. Não seria mais fácil ser solteiro e viver rodeado de bons amigos?

Acho que preciso de imperfeições…

Sabe quando você acorda do nada achando que seu relacionamento está perfeito de mais, tão perfeito que chega a parecer estranho? Vocês nunca tiveram uma briga de verdade, nunca discordaram, nunca discutiram, nunca tiveram nenhum momento tenso, nenhum atrito desconfortável… Nada.

Pois é, acordei assim um dia e decidi que não era possível, nenhum amor é tão perfeito assim. Deve haver alguma coisa errada, algum problema escondido em algum lugar. Tinha que ter alguma coisa!

Sim, uma vez que a loucura se instaurou, começa todo o processo quase psicótico. Primeiro procuro em toda e qualquer possibilidade algum indício de que algo fora do lugar – na relação, eu digo. Sempre que dava, mexia, ou melhor revirava as coisas dele. Aquela coisa bem de namorado obsessivo em saber o passado do outro, sabe? Bem cena de filme, ou então daquele episódio do Sex and the City onde a Carrie é pega fumando, de pé na cama tetando abrir uma caixinha do cara que está ficando.

Enfim, foram álbuns de fotos, arquivo de ligações, mensagens no celular, cds de back-up  – incrível como hoje em dia, com toda essa onde tecnológica ficou muito mais fácil conhecer sobre a vida de uma pessoa, né? – e mesmo assim, nada parecia estar fora do lugar.

Até que um dia ele saiu cedo para trabalhar num sábado e quando acordei me deparei com o que? Seu computador, aberto, todo desprotegido dos meus olhos e dedos neuróticos.Quase que um presente divino – ou seria diabólico – para minha cabeça perturbada.

Me senti o verdadeiro Norton (o anti-virus no caso), varrendo todos os arquivos, e-mails, fotos… Tudo. E nada, nada de estranho ou errado. Muito pelo contrario, até achei uma pasta de arquivos com meu nome, onde ele guardava fotos, textos, e-mails, conversas de msn… Fofo, né?

Pois é, também achei, mas não era isso que eu queria. Precisava achar alguma falha, alguma bizarrice, alguma coisa que não fosse tão perfeito. Até que me veio uma luz: Conversas de msn! Isso! Se tinha alguma coisa que não tinha virado do avesso, estudado cada frase, cada palavra digitada, eram seus históricos de conversas no msn. Eis que quando vou abrir a pasta onde esses arquivos ficam armazenados, me deparo não só com a conta que eu já conhecia, mas também com uma outra que desconhecia.

Só podia ser um msn de putaria – um pequeno adendo, é muito comum entre os gays terem um msn para amigos e um só para caçar ou fazer sexo virtual. Comcei a tremer dos pés à cabeça de pura ansiedade e medo do que eu podia descobrir. Tomei, né? Afinal, quem procura acha, até o que no fundo não quer achar. Mas vamos lá.

Abri logo a pasta e me deparei com conversas nada convencionais para uma pessoa comprometida, com contexto bem erótico. Ou seja, o bom e velho msn de putaria.

Desesperei. Finalmente achei algo de errado. Mas seria algo de errado comigo, então? Será que faltava alguma coisa em mim? Será que não o satisfaço completamente? Será que era apenas uma forma de estímulo visual, ou outra coisa? Seria desejo de sexo real com outra pessoa? Ai meu Deus, fudeu!

Nunca recriminei, como não recrimino nenhuma forma de pornografia como estímulo visual para o sexo, seja sozinho (uma punhetinha) ou até mesmo acompanhado (uma punhetina com webcam). Acontece que com toda a interatividade da internet os limites para tais estímulos ficaram incertos, pelo menos para mim, naquela hora. É quem em fotos ou vídeos pornôs há um grau tão grande de artificialidade, de encenação, que talvez já esteja ficando saturado, fazendo com que as pessoas comecem a buscar estímulos, digamos, mais reais. Mesmo que ainda no campo virtual, intermediados por uma tela, numa conversa por msn com direito à webcam e fotos, saber que o que se vê pela tela é real, que do outro lado tem uma pessoa real, faz aumentar todo o potencial de estímulo sexual, de um modo que a pornografia convencional nunca alcançaria. Estou errado?

Mas voltando ao caso, meu caso específico. Seria isso uma de traição? Ah, era meu namorado conversando, se mostrando e vendo outra pessoa real através do computador. Eram os dois dizendo o que gostariam de fazer sexualmente um com o outro. Seria mais ou menos como um filme pornô interativo?

Por mais que se ame uma pessoa, acredito que desejos não se controlam, certo? Você não pode decidir não sentir desejo por algo ou alguém. Você pode, sim, decidir ser quer concretizá-lo ou não. E ao meu ver, a única diferença entre o sexo virtual e quando se vê na rua alguém que te desperta desejo sexual, é que naquele a outra pessoa – a do outro lado da webcam – pode também ter desejos por você e expressar isso.

Então não era traição? Acredito que não – ou quis acreditar que não? Sei lá, acho que não, porque eu mesmo já passei por isso e outro relacionamento e não sei não posso passar de novo. É algo bem complexo mesmo. Mas acredito que seja só uma forma de suprir desejos sexuais, que uma vez comprometidos não podemos, ou melhor, não queremos concretizar com uma série de outros fatores que não vem ao caso agora.

Tá, então não considerei aquilo como traição. O que não significa que deixa de ficar preocupado ou incomodado. Afinal, sou uma pessoa super ciumenta e possessiva. Mas o curioso, é que apesar da raiva, da tristeza e aborrecimento, não cheguei a duvidar em momento algum do que ele sentia por mim. Sabe, não cheguei a questionar se todos aqueles “eu te amo”, eram mentira ou a mais sinceras da verdade. Não sei, é difícil falar sobre isso, ou explicar. Talvez só quem já passou por relacionamentos tão intensos e recíprocos tenha uma noção do que quero falar.

Óbvio que rolou aquele período de desconfiança forte, principalmente da minha parte – afinal o ciúmes gritante da relação vem mais de mim, fazer o que…Mas no fundo acho que tudo isso foi até que bom, sabe? Porque só quando se passa por situações como essas é que podemos ver o quanto cada um na relação está disposto a se esforçar, se entregar e ceder para poder levar o relacionamento a diante.

E na verdade, o que me incomodava naquela perfeição, era justamente a falta desses impasses, dessas imperfeições que mostram se ambos estão dispostos a dar um próximo passo na relação. A não deixar ela parada, estagnada naquela suposta calmaria perfeita. Enfim, acho que eu necessito de imperfeições…

Por que eu não consigo me organizar melhor, hein? Ai, não sei, estou sofrendo porque não consigo arrumar tempo para correr, sendo que passo a maior parte do dia em casa, cheio de tempo livre. É que me forço tanto a fazer o blog (não esse aqui) direito, que quero acordar e fazer tudo logo pela manhã para deixar atualizado pelo resto do dia.

Não, não dá para fazer mais tarde, porque agora só recebo o material pela manhã, então não dá para deixar pronto no dia anterior. É, eu posso acordar mais cedo, ir correr e voltar umas 8, 9 horas que seria perfeito. Mas quem disse que eu consigo acordar cedo? Pois é, preciso me esforçar muito. Engraçado como antes não era difícil assim. Lembro que acordava as 4h da manhã para ir pedalar logo cedinho, e não achava nada sofrido. Hoje para levantar as 6h, preciso de um guindaste para me tirar da cama. É um horror.

E não é só isso, fico com preguiça por antecipação, sabe? Não, não de correr, mas de toda função pré e pós. Digo, tomar café, me trocar, arrumar a mochila, entrar no carro, ir até a USP, depois voltar, pegar trânsito, ter que tomar banho. Fico na nóia que não vai dar tempo, que o dia vai ficar corrido e daí acabo nem indo correr.

As vezes acho que levo o blog muito a sério, sabe? É algo meu, que eu faço do meu jeito, então porque não poderia esperar algumas horas para ser atualizado, né? Sei lá, talvez seja alguma síndrome de jornalista, de achar que a notícia ou assunto vai ficar frio, ou alguém vai falar primeiro do que eu. Engraçado eu sempre tenho esse medo de ser furado, mas na verdade nunca fiz o blog com intuitos de entregar o assunto antes que todo mundo. Mas sei lá, acho que não gosto de falar depois que todo mundo já leu a respeito. Não sei bem porque.

Enfim, sei que preciso resolver isso. Porque não estou nem um pouco satisfeito com o meu corpo e preciso mudar. Fico me sentindo mal comigo mesmo, e mais ainda por não conseguir fazer nada a respeito, e por falta de organização ou loucura da minha cabeça.

Meu namorado fala que eu estou bem. Mas e se for só para me agradar e não ter que me agüentar reclamando também do meu corpo? Talvez ele até ache que estou bem, mas também ele é meu namorado, então sua resposta pode ser meio tendenciosa, me entendem?

Lembro de quando era adolescente, naquela fazer bem rebelde, que tinha uns ideais meio anarquistas, me achava super rebelde e contestador. Odiava moda (que ironia do destino, né?), e certos padrões estéticos e comportamentais. Enfim, vivia dizendo que não dava a mínima para que os outros achavam ou pensavam de mim, do meu corpo e do jeito que eu me vestia. Engraçado como isso mudou, né? Quer dizer, acho que nem mudou, porque acho que era só fachada mesmo. Sempre fui muito ligado e preocupado com o que as pessoas pensavam sobre mim.

Será que é por isso que eu sou meio complexado, no sentido de sempre achar que todo mundo não gosta de mim ou que o mundo conspira contra mim? Ai não sei, mas sei que estou falando demais, sem muito sentido.

Vou dormir para tentar acordar cedo amanhã. (Por que tem uma vozinha na minha cabeça dizendo que isso também é só fachada?)

Já começou…

Tá vendo porque eu não queria fazer outro blog… Hoje passei o dia todo sofrendo porque queria escrever alguma coisa aqui, mas não gostava de nada do que saia. Agora tenho que sair e o blog ficou sem nada.

Ah, e eu jurava que era que eu estava perdendo minha habilidade de conviver em sociedade, mas depois de ir buscar minha irmã na escola hoje, cheguei a uma conclusão: as pessoas estão muito folgadas e sem respeito!

Será que:

ft

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